Imagine se o Papai Noel fosse brasileiro. Decerto não teria hora fixa de entrega, pararia em todos as padarias, butecos e outras tantas paradas nada éticas, levando em conta seu status de bom velhinho e que essas visitas esquisitas são para gente feia, só pra não dizer o indizível, pois sempre temos crianças no recinto. Aliado a essa forma redonda, não entraria nem a pau (Nicolau?) em chaminé nenhuma, porque aqui as chaminés, quando as terem nas casas, não possuem um alvará e/ou medida padrão para que o bundão do Santa passe por ele sem que seja percebido. No caso de entalamento, o coitadinho ficaria ali por, no mínimo dois dias, já que primeiro ele deve ter alguém que note sua falta. Sem sinal de celular, provavelmente depois de uns dias terá sua falta sentida, pra só assim fazer um BO de desaparecimento. Se for numa delegacia decente, que estiver num plantão igualmente decente, num dia se consegue um BO. Nesse ínterim, alguém deve ter se ligado e chamado o SUS, porque Papai Noel não tem plano de saúde, afinal, o cara trabalha só um dia no ano. Deu o azar de se entalar numa chaminé que não serve pra nada além de servir de motel pra ratos e baratas. Resolvida essa pendenga, bora o velhusco pra outro bairro. Torcendo que as renas não fiquem com fome, porque até agora não foi encontrado nenhum petshop 24horas. Dá-lhe pastar no parque da cidade, desde que os noias deixem-nas em paz. É um tal de conversa daqui, historinha dali. Logo farão uma rodinha, todos brisando até o sol raiar. Depois postar num Choquei qualquer.
Posted inGeral
Dingo béu. Ainda sem Natal por perto.
Posted by
By
Paula Toom
Posted inGeral
Jornalista revisora, eventualmente tradutora. Tia do café, enfermeira, cozinheira, babá de 28 patas e 7 rabos. Sarcástica e desconfiada. Dizem que quando nasci, ficava de olhinhos semiabertinhos só de butuca nos outros. Que virariam textos num futuro nada distante.
Post navigation
Previous Post
Calo-me
Next Post
Sexta-feira nada 13