Bodas de que, minha filha?

As bodas são celebrações anuais que marcam os aniversários de casamento, onde cada ano é simbolizado por um material diferente.
Essas celebrações servem para relembrar e fortalecer os laços do casal, marcando a jornada da relação ao longo do tempo. A escolha dos materiais para cada ano, como papel, prata, ouro, etc., reflete a evolução da união e a durabilidade do relacionamento. Dizem.

Mas, e quando você efetivamente é casado há TANTO TEMPO, mas tanto, que as datas não significam mais nada além de… datas!
Dizem que as bodas, a festa, foi originada na Alemanha. Claro, quem mais naquela época era o detentor das maiores carraspanas do e no mundo?

A meu ver, e olha que ainda vejo bastante bem, essa coisa de comemorar todos os anos a mesma coisa, acaba se tornando o novo papai-mamãe: sem graça, previsível e com o mesmo fim. Rápido e sem bis.
Proponho uma nova leitura para as “joias” de cada boda:

5 anos – bodas de suspiro- aquele doce irresistível que você só para de comer quando acabou.
10 anos – bodas de brigadeiro, que você come, mas se enjoa antes dele terminar.
15 anos – bodas crème brûlèe – aquele doce que encanta pela aparência, mas dá um trabalhão pra fazer.

Agora a coisa muda de figura, (que nada mais é docinho) e vamos começar a medir por metais e afins:

20 anos – bodas de chumbo, que ninguém é de ferro.
30 anos – bodas de latão – afinal quem quer brilhar agora?
40 anos – bodas de carvão – que é só o que nos resta.
50 anos – bodas de novalgina – pra dar um grau na dor nos ossos
60 anos – agora a mais aguardada: bodas de arsênio (pô, é um semimetal!) – pra esquecer do que foi bom e guardar só as coisas tóxicas da vida que restaram do casal.
70 anos – bodas de nuvem – guarde na cloud para os que virão saber se foram referência – ou mau exemplo – para os que vieram depois.

A partir dos 80, passando para os 90 e chegando finalmente aos 100 de casados, não há festa de bodas que testemunhe esse encontro de tanto, mas tanto tempo. Tirando um casquinha de ferida, bem dolorida, porque dizem que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe, jamais imaginaria uma festa de bodas desse calibre fumegante.

Deus sabe do que o espera. E assopra a velinha final.