Que José Sarney, Vossa Excelência ex-presidente-tampão do Tancredo Neves, não se ofenda mais, mas eu tenho aqui em casa o meu Marimbondo de Fogo, que vem à minha casa com a maior sem-cerimônia, todos os dias e sem recesso de fim de ano, beber da água da minha cachorrinha que, de tão velhinha, nem liga mais em dividir seu espaço com esse ser apavorante e assustador. Ele vem voando, dá a primeira prévia ao redor, como todo bom aviador, checa os pontos vulneráveis e entra. De cabeça. Na água. E lá bebe por um bom par de segundos, voando com a sua saída tática, com previsão de retornos. Muitos. Nunca atacou ninguém, ele só quer mesmo é beber um pouco da água dali, que deve ser muito boa, porque todos aqui vão beber nela. Um pote democrático, sem preconceito de cor, raça, gênero, ideologia, preferência sexual e outros. Nunca para um marimbonde ou marimbondx. É de todos e para todos. Água comunista perfeita, sem envenenar ninguém. Data venia, esse meu Sir Ney é um marimbondo que está sempre esperando um fogo e, sem nenhuma ressaca, aguarda os novos dias de sombra e água fresca!
Posted inGeral
Ferroadas esporádicas
Posted by
By
Paula Toom
Posted inGeral
Jornalista revisora, eventualmente tradutora. Tia do café, enfermeira, cozinheira, babá de 28 patas e 7 rabos. Sarcástica e desconfiada. Dizem que quando nasci, ficava de olhinhos semiabertinhos só de butuca nos outros. Que virariam textos num futuro nada distante.
Post navigation
Previous Post
Quase um post-it
Next Post
Ódio e amor: quem ganha essa parada?